Literartura Comentada – Bernado Élis

19 03 2008

Originalmente Publicado em 1983 – Editora Abril

Crítica Literária

“E Piano mostrava o mesmo bagaço de madeira esfiapado em fibras brancas do cerne e verdes da casca, exibia as duas mãos que eram duas bolas de lama, de cujas rachaduras um sangue grosso corria e pingava, de mistura com pelancas penduradas, tacos de unha, pedaços de nervos e ossos, que o diabo do fogonão deixava divulgar nada certo, clareando e apagando no braseiro que palpitava e tremia.”
                                                 (“A Enxada”, Bernado Élis)

Pressionado pelo patrão a fazer de qualquer modo o plantio, e por não dispor de instrumentos de trabalho, o pobre e trágico piano, no desespero, acaba usando as próprias mãos como enxada. A cena que mostra Piano com as mãos dilaceradas ilustra um dos recursos utilizados pelo autor: situações chocantes, quase inverossímeis, para levar o leitor à consciência de uma realidade.
Qual realidade? A do alheamento, da submissão, da impotência de seres humanos ante situações que os massacram e tornam instrumentos nas mãos dos poderosos. Essa realidade é reconstruída em tristes personagens dos campos de Goiás – tristes, mas belos na pureza, na simplicidade, que conquistam o leitor e o fazem pensar em soluções.
Mais que simples histórias, a obra de Bernado Élis é capaz de evidenciar a constituição psicológica dos personagens e o contexto histórico-social em que vivem. Transcende, com isso, o regionalismo e ganha cárater universal, no eterno embate do homem com a opressão física e moral.
Neste livro, Bernardo Élis e sua obra são cuidadosamente analisados por Benjamin Abdala Jr., doutor em Literatura, professor da USP e outras faculdades paulistas, autor de A Escrita Neo-Realista, co-autor de História Social da Literatura Portuguesa e organizador de diversos volumes de Literatura Comentada, como os dedicados a Eça de Queiróz, José Lins do Rego e João Cabral de Melo Neto.

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A Abolição do Tráfico de Escravos no Brasil

19 03 2008

De: Leslie Bethell
Originalmente Publicado em 1976 – Editora Expressão Cultura /Editora da Universidade de São Paulo.

História do Brasil

Durante mais de duzentos anos de trabalho escravo foi a base da economia brasileira, permanentemente ocupada com o restabelecimento de mão-de-obra por meio de importação. E até recentenmente não se havia pesquisado os arquivos que guardam a história do tráfico negreiro.
Leslie Bethell, professor de História Hispano-Americana e Brasileira no University College London, levantou nos arquivos da Inglaterra e do Brasil, aonde veio duas vezes, todos os documentos relativos a essa fase da história brasileira.
O resultado do seu trabalho é este livro. Aqui está, pela primeira vez, o registro fiel e completo  de nossos séculos de escravidão, do papel da Grã-Bretanha na Abolição e das repercussões da pressão britânica nas relações anglo-brasileiras, marcadas ao longo de mais de cinquenta anos ela questão do tráfico negreiro

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ESGOTADO





Sorrindo – Neimar de Barros

19 03 2008

Originalmente Publicado em 1981 – O Recado Editora LTDA

Poesias

Estas poesias retratam várias fases da vida de um jovem de 29 anos:
– a procura,
– a frustração,
– o sexo,
– a inocência,
– a revolta,
– as divergências e, finalmente,
– o Encontro.

Onde estão as fases? Na 1, na 4. e na última poesia?
Não procure, basta ler com o coração, porque este livro foi escrito somente para os alfabetizados – em – amor.
Se você é robô, aqui vai um conselho: Aperte bem os parafusos, coloque óleo nas juntas e vá às favas!

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Literatura Comentada – Mário de Andrade

9 03 2008

Originalmente Publicado em 1982 – Editora Abril

Literatura Nacional – Biografia

Seu humor fino e debochado nunca deixou por menos: Mário de Andrade apresentava-se como louco, tal como o considerou, sem dúvida a provinciana sociedade paulista dos anos 20. Afinal, quem senão um louco – junto de um grupo de outros loucos – seria um dos principais organizadores da semana de Arte Moderna em 1922? Quem, senão um louco, se atreveria a teorizar, explicar e defender todas as experiências modernistas que contestavam a produção artística e cultural dominante no país? Quem, numa sociedade que se almejava culta ao copiar padrões culturais estrangeiros, poderia impunemente perseguir o ideal de uma língua literária brasileira?
Assim, Mário cultivou sua fama de louco. Como forma de conquistar sua liberdade, de afastar-se do convencional. Liberdade que nem sempre resultou em obras excepcionais, mas que foi sempre brilhante por apontar novos rumos. Inquieto e inquietante, foi um leitor ávido de toda produção intelectual da época e um estudioso de música. Foi poeta, prosador, crítico de arte, ensaísta. Experimentalista de grande humor e criatividade literária, foi impulsionado por um amor profundo e não piegas à sua pulicéia desvairada e ao seu país. Tanto que lutou pela preservação da memória artística e arquitetônica brasileira, colaborando na criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Viajou pelo Norte, Nordeste, pela Amazônia, em busca de seu “herói sem nenhum cárater”, Macunaíma.
Neste volume, tem sua vida e obra comentada por João Luiz Lafetá, professor de Teoria Literária da USP e autor de 1930: a Crítica e o Modernismo.

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Coisas Que O Tempo Levou

5 03 2008

De: Raimundo de Menezes Originalmente Publicado em 1977 –

Literatura Nacional 

Crônicas Da Fortaleza Antiga
Coisas que o tempo levou… constituem verdadeiros trechos cinematográficos em sequência de reportagem, que transpõem para o presente muitos instantes curiosos, alegres e enternecedores  do passado da querida Fortaleza e do que as viveram e as fizeram.

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ESGOTADO





Objetos Sexuais nos Céus – Paula Kane

5 03 2008

 Originalmente Publicado em 1976 – Editora Arte Nova

 Biografias

Paula Kane, cinco anos de experiência como comissária de vôo da Eastern Airlines, nos Estados Unidos, é muito mais a aeromoça rípica moderna do que aquela coisinha bonitinha, arrumada e frívola esteriotipada nos livros como “Aceita um Cafezinho?”e tantos outros.
Nos seus cinco anos voando pelos céus da América, conheceu não só milhares de lugares estranhos e fascinantes, como também sentiu a fundo a experiência do que é ser tratada como “um objeto sexual no céu…”Uma jovem submissa, recebendo propostas abusivas de gente que não compreende a dignidade e o sacríficio de uma profissão.
Leitura sem dúvida fundamental para todas as moças que a bordo dos aviões comerciais, tornam a vida mais agradável, este livro é um marcxo na literatura específica, em língua portuguesa. E também um livro que deve ser lido por passageiros e todos que se interessam por aviação.

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Por Aqui Não Passaram Rebanhos

5 03 2008

De: Moacir C. Lopes Originalmente Publicado em 1977 – Segunda edição!
Editora Cátedra – MEC

Literatura Nacional

Por aqui não passaram rebanhos, tem como ambiente as sete cidades do Piauí, já fantásticas pelo que há de lendas em torno dessa região de pedras, “onde ecoam vozes de guerreiros, reis, príncipes e cavaleiros petrificados”.
Ali, por onde não passaram rebanhos humanos, chega o personagem Emiliano, fugindo do mundo, e mergulha numa eternidade de que fazem parte Selene e misterioso velho aguadeiro Sumé.
O leitor viverá com o autor a criação de um novo mundo, o surgimento de seres humanos que são “monstros em transição” na sua milenar viagem através do tempo. E Emiliano luta desesperadamente para encontrar definitivamente Selene – Sua mítica viagem interior para encontrar-se a si mesmo. Romance de densidade dramática e lirismo.
 

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